Homem de Ferro 3


O terceiro filme da franquia “Homem de ferro” é mais humana e menos épica.
Em 2008 estreava o primeiro filme da franquia que daria início a um dos maiores projetos do cinema, Os vingadores. O homem de ferro nunca foi um herói das grandes massas, portanto, ninguém acreditava tanto no sucesso do primeiro filme. Jon Favreau provou que todos estavam errados, apresentando o herói que trás mais público ao cinema nos dias de hoje. Claro que grande parte disso vem do super astro, Robert Downey Jr, que interpreta o nosso querido milionário cada vez melhor.
Após algum tempo dos eventos que aconteceram em Os Vingadores, Tony Stark se vê deslocado depois de ter lidado com alienígenas, deuses e coisas do tipo. Deslocamento que o leva a ter ataques de ansiedade, focando toda sua energia no trabalho e distanciando-se de pessoas importantes em sua vida. E tudo piora quando o temido terrorista, Mandarin, da organização “Os 10 anéis”, que vinha praticando atentados no país, destrói sua casa, forçando-o a agir sozinho, sem auxilio de sua oficina e zona de conforto.
Shane Black trouxe uma grande influência de seu trabalho com “Máquina mortífera”, deixando o filme com um tom de ação dos anos 80 e 90 e uma trama que meche com o psicológico do protagonista. Fatores que mostram que a Marvel Studios está dando uma boa liberdade aos seus diretores, facilitando seu trabalho, levando-o a enriquecer de forma positiva à trama, mas que excede de vez em quando os limites, deixando o filme um pouco deslocado do que vinha sendo construído nos filmes anteriores.
É ótimo que a Marvel deixe seus diretores trabalharem bem seus personagens, mas esse filme prova que certos trabalhos não podem ser tanto de um diretor, ainda mais quando se trata de uma continuação que dialoga com outras franquias. Talvez tenha faltado mais uma revisão em certas escolhas em cima desse projeto. Sem contar a trilha sonora que é muito boa, mas contribui para sentimento de deslocamento que o filme já tem e deixa um buraco enorme desde os primeiros segundos, fazendo muita gente sentir falta do bom e velho rock que acompanhava o herói no decorrer de sua historia no cinema. Um ponto bastante positivo é o maior espaço que Black teve para desenvolver sua história, sem ter a obrigação de fazer propaganda de um filme que estaria por vir.
Contudo, Homem de ferro 3 conclui a franquia com muito drama, diversão (fatores as vezes não bem equilibrados), cenas de ação de tirar o fôlego e um ótimo desenvolvimento político.
 
 Por: Leandro Monteiro

Dica de filme : 3 filmes com Al Pacino


A dica de filme vai sair mais cedo essa semana para aproveitar o aniversário de um dos maiores atores do cinema, Al Pacino, nascido no dia 25 de abril de 1940. Bom, eu não sou o maior conhecedor de sua filmografia, mas o pouco que vi foi o bastante para coloca-lo na minha lista de atores preferidos. 
1-      O primeiro filme com o Al Pacino que assisti foi “Advogado do diabo (1997)”. Na época eu devia ter uns 12 anos e não fazia a mínima ideia de quem era o sujeito, mas sua atuação exagerada (em um bom sentido), encarnando o próprio demônio me fez prestar atenção nele pela primeira vez.

2-      Mesmo já tendo assistido filme com Al Pacino no elenco, apenas depois de assistir a um dos meus filmes preferidos, “O poderoso chefão (1972)”, é que realmente posso dizer que conheci seu trabalho, pois só fui descobrir que o Al Pacino tinha feito advogado do diabo, bastante tempo depois de ter visto o filme. Apenas depois de conhecer Michael Corleone, um dos personagens mais fantásticos que já vi, foi que eu corri atrás de saber quem era o gênio por trás dessa atuação maravilhosa. Na época Al Pacino ainda era um ator de teatro desconhecido, o que dificultou bastante a sua entrada no filme. O longa mostra o desenvolvimento de Michael, filho caçula de uma família de mafiosos, que não queria se envolver nos negócios da família até assumir completamente o cargo de seu pai, Dom Vitor Corleone.

3-      E por ultimo, o filme que tem o seu melhor trabalho, Scarface (1983). Al Pacino interpreta o Cubano Tony Montana, que chega aos Estados Unidos durante uma manobra de Fidel Castro para se livrar do excesso de presos nas cadeias cubanas e acaba chegando ao topo no mundo do tráfico. Esse eu já assisti sabendo um pouco a respeito do grande ator em questão, mas mesmo estando ciente do que o ator era capaz, eu ainda sou impressionado e fisgado pelo personagem ainda em sua primeira cena, quando ainda está se apresentando. Essa cena em poucos segundos, além de dizer o nome do personagem ainda mostra que tipo de pessoa ele vai ser no decorrer do filme, você não precisa mais conhecê-lo, apenas embarcar em sua história.
     Por: Leandro Monteiro

Por que temos cada vez menos filmes legendados no cinema?


Recentemente li uma matéria sobre a exclusividade que os cinemas estão dando aos filmes dublados. Na verdade a matéria falava de uma cidade especifica, mas não acho isso tão importante, porque está acontecendo em todo lugar. Moro em Fortaleza e às vezes me deparo com essa situação, mesmo nos melhores cinemas da cidade.
Nessa mesma matéria tinha um link para uma lista de razões pelas quais você deveria optar pelo filme legendado. Não concordei com todos os itens, por isso resolvi abortar o assunto aqui no universo audiovisual.
Primeiro vou começar falando sobre a exclusividade de filmes dublados estarem cada vez maior. Uma coisa que queira você ou não, vai aumentar (ou não, quem sou eu para adivinhar essas coisas). Hoje em dia está cada vez mais fácil você assistir um filme no conforto da sua casa. Eu sei que assistir um filme no cinema e em casa são coisas bem diferentes, porque o cinema te envolve mais com a obra, mas existem pessoas que não ligam para isso. Existe um universo maior do que o nosso, em que pessoas assistem filmes porque querem passar o tempo ou reunir-se com os amigos. Nenhum problema com isso, as pessoas tem que entender que alem de arte, o cinema sempre foi entretenimento. Então não saiam botando a culpa nos exibidores de filmes por eles estarem apenas passando filme dublado. Isso apenas quer dizer que as pessoas querem ver o filme assim, não é falta de cultura. O maior culpado disso tudo é você que se diz cinéfilo e não faz um esforço para ver os filmes no cinema, apenas fica procurando quem culpar.
Se você está incomodado pela falta de filmes legendados, comunique ao cinema que você frequenta, fale com o gerente, ele não tem como saber que ainda existe uma parcela de pessoas que se importa com filmes legendados, se ninguém reclama. Não fique apenas falando mal das pessoas que gostam de filmes dublados, pare de desvalorizar o trabalho do dublador. Lembre-se de que existem pessoas que gostam de ver filmes, mas não sabem ler, às vezes tem problemas de visão, são crianças e não estão preocupadas com voz original ou também pessoas que querem se divertir. Como eu disse, cinema também é entretenimento, não espere ver um grande espetáculo artístico em enlatados americanos dirigidos pelo Michael Bay. O dublador é também um ator e é muito importante para indústria do cinema.

Não seja um desses caras que dizem que o cinéfilo de verdade não veem filmes dublados, que quem ver filmes dublados não tem cultura, que os cinemas não se preocupam com a arte, só com o dinheiro. Pare com isso e reveja seus conceitos. Essas pessoas tem tanta cultura quanto você, e os cinemas precisam pagar suas contas (que, diga-se de passagem, vem mais da pipoca que você compra do que com o ingresso do filme) e ele não sabe que existem muitos de você, então reclame!

Por: Leandro Monteiro

Dica de Filme: Amnésia(Memento, 2000)


Todo final de semana, pretendo indicar um filme àquelas pessoas que não gostam muito de sair, ou não tem outra opção a não ser ficar em casa. Então para que elas não fiquem no tédio mortal, vou indicar alguns filmes para ajudar a passar o tempo.
O filme que vou indicar essa semana é “Amnésia”, dirigida por Christopher Nolan (sim, o cara do Batman). O longa é o segundo filme do diretor e conta a história de Leonard(Guy Pearce), um ex- investigador de uma empresa de seguros, responsável por desmascarar golpes que as pessoas davam para receber indenizações. Um dia, Leonard se depara com sua esposa sendo assassinada, ao tentar impedir, leva um golpe na cabeça, o deixando com um distúrbio na memória que o impede de obter lembranças recentes, mas lembra de tudo que aconteceu antes do trauma. Mesmo com o problema, ele cria meios de sobreviver e ir atrás do assassino de sua amada.
Já em seu segundo filme, Nolan consegue fazer uma de suas melhores obras (a melhor, em minha opinião) de sua carreira. Um super thriller, sufocante do começo ao fim. Um ótimo entrosamento de elenco, criando brilhantes atuações e, uma montagem genial que faz o espectador ter a sensação de ter amnésia junto ao personagem, montando um super quebra cabeça durante todo o filme. Se você tem preguiça de pensar, esse filme não é para você.
O Nolan, hoje em dia, é bastante conhecido por “A Origem” e a nova trilogia do Batman, mas indico este filme e também recomendo a darem uma olhada no começo de sua filmografia, que não é grande que tem filmes bastante interessantes, de explodir cabeças e que menos subestima o espectador.

Direção: Christopher Nolan.
Roteiro: Christopher Nolan, Jonathan Nolan.
Produtores: Aaron Ryder, Christopher Ball, Elaine Dysinger, Emma Thomas, Jennifer Todd, Suzanne Todd, William Tyrer.
País de Origem: Estados Unidos da América

Por: Leandro Monteiro.

Carlitos, o vagabundo. O personagem mais humano que ja existiu.


Há exatos 124 anos nascia o maior ícone que o cinema já teve o prazer de nos apresentar, Charles Spencer Chaplin, responsável por fazer gerações rirem com seus filmes e se emocionarem com grandes lições de vida e coragem que até hoje são válidas para qualquer um.
Charles Chaplin é uma dessas figuras que mesmo que você não saiba nada a respeito, você já o viu de alguma maneira. Seja em fotos, programas de TV, desenhos animados, artistas de rua ou qualquer outra das milhares de homenagens feitas diariamente ao grande cineasta. Foi assim que começou a minha experiência com Carlitos. Sempre gostei de assistir filmes desde pequeno, portanto já conhecia a figura de bigodinho, cartola e bengala, mas só assisti a um filme dele pela primeira vez, quando eu tinha 11 anos, em uma aula de geografia. O nome do filme? Tempos modernos, o filme mais reproduzido em aulas seja ela qual for. Eu já assisti ao filme em aula de geografia, história, filosofia, sociologia, sem contar as milhares de vezes que vi em 
casa, e eu ainda acho que vi pouco.
Logo depois dessa incrível aula de geografia, fui à locadora para procurar filmes do Chaplin. Por algum motivo, sempre fui contestado pelos balconistas com as seguintes perguntas: Você gosta mesmo desse filme? Você sabe que ele é preto e branco, não sabe? E mudo. E sempre ia para a casa com essas perguntas na cabeça e pensando no porquê de as pessoas se apegarem tanto ao fato de o filme ser preto e branco e mudo, eles não sabem em época foi feito?E qual problema disso? O cara era mais engraçado do que muitos humoristas que eu via na TV, coloridos e falando besteiras que não arrancavam uma gargalhada da minha boca e nunca me ensinaram nada. E foi assim que assisti: O garoto, O grande ditador, O circo, Em busca do ouro, etc.
Claro que na época, eu não entendia muito os ensinamentos que os filmes passavam, mas tenho certeza que eles foram absorvidos. Como muitas crianças, boa parte da minha educação veio da televisão e dos filmes e só depois de alguns anos é que eu percebo o tanto de coisas que o cinema me ensinou e principalmente o que Carlitos me ensinou. Um cara simples, que mesmo sem grana é capas de roubar o coração das pessoas com suas trapalhadas, um cara sempre disposto a ajudar o próximo, seja criança, cachorro, donzelas, não tem diferenças aqui. Somos todos iguais, coisa que ensinou em um dos maiores discursos da história do cinema em “O grande ditador”, uma lição de coragem que me emociona até hoje.
No começo da matéria eu ia fazer um resumo de sua vida, mas percebi que isso tem aos montes em sites de cinema por ai, portanto resolvi contar a minha experiência com essa grande figura que deixou vários ensinamentos para o mundo. E digo figura, pois Chaplin vai ser sempre a imagem do cara simples, com cartola e bigodinho.O personagem mais humano já criado na história.
Em 1952, depois de ser acusado de atividades “Anti-Americanas” e como suposto comunista,exilando-o do país, Chaplin volta aos Estados Unidos em 1972 para receber o Oscar honorário pelo conjunto de sua obra. Outro grande exemplo de um homem que acreditava na humanidade.

 

 Discurso de “O grande ditador”, um dos maiores discurso da história do cinema.

Por: Leandro Monteiro

5 monstros em casa.


Faz algum tempo que abandonei o blog, por motivos de tempo e preguiça mesmo, mas ultimamente voltou a minha vontade de compartilhar meus aprendizados e experiências cinematográficas. Afinal, foi a partir desse amor pela sétima arte que veio a vontade de escrever e conversar sobre o assunto, pois existe todo um universo de pessoas que compartilham dessa mesma paixão.
Para voltar à ativa, vou falar sobre roteiro, não exatamente sobre o que é o roteiro, mas um de seus 
formatos que é bastante popular e deu origem a vários clássicos. Estou falando de “Monster in the house”.
Talvez você esteja tentando lembrar de filmes com monstros assombrando casas ou coisas do tipo. Mesmo que isso também se enquadraria nesse tipo de linguagem, não é apenas sobre isso que se trata este assunto.
Podemos caracterizar como “monster in the house” qualquer filme em que tenhamos uma ameaça em um ambiente específico, seja ele qual for. Vamos aos exemplos:
1
       Tubarão.
Dirigido por Steven Spielberg, o que era para ser um simples filme B de verão (que na época não era tido como uma temporada de grandes filmes lucrativos como é hoje em dia), virou um dos grandes clássicos do gênero, também foi o primeiro blockbuster, o famoso arrasa quarteirão, que abriu os olhos da indústria, mostrando que a melhor época para lançar filmes era nas férias (que parece bastante óbvio hoje, mas na época não acreditavam que alguém fosse ao cinema ao invés de viajar, ir à praia ou coisa do tipo).
2-      Alien, o 8º passageiro.
Outro grande clássico do final da década de 70, dirigido por Ridley Scott, é um grande exemplo de “o monstro na casa”. Uma vez que você tem um alien aterrorizando uma nave espacial, onde você não tem saída, acho que fica fácil entender esse tipo de filme.
3-      Godzilla.
Criado no Japão em 1954 pelo diretor Ishiro Honda e produzido por Tomoyuki Tanaka, Godzilla é um dos monstros mais conhecidos do cinema e da cultura pop. Já teve mais de 20 filmes produzidos apenas no Japão e algumas versões americanas, alem de histórias em quadrinhos, desenhos animados e programas de TV. O monstro não só é um dos clássicos do gênero de roteiro em questão, como também do cinema em geral, sendo muito importante por mostrar o medo que as pessoas tinham da “Era Atômica”, e uma provável destruição do mundo.
4-      King Kong.
Outro gigante devastador de cidades, estamos falando agora de King Kong, o gorilão que se apaixona por uma bela atriz e responsável por protagonizar uma das cenas mais reproduzidas da história do cinema (Se você não sabe de que cena eu estou falando, por favor, vá atrás de assistir o filme). King Kong já teve varias outras versões, inclusive algumas feitas pelo mesmo diretor de “Godzilla”. Acho que não preciso falar muito sobre esse filme.
5-      O exorcista.
E para finalizar a lista com chave de ouro, temos uma das maiores obras cinematográficas de terror, que até hoje deixa muita gente morrendo de medo. O exorcista! O filme era tão pesado para época que se tem relatos de que muitas pessoas desmaiavam nas sessões e os cinemas tinham que espalhar baldes com areia nas salas, por causa das pessoas com estômago fraco. O longa também é um importante filme da chamada “nova Hollywood”. Não há duvidas que este é um dos maiores filmes da história e também desse querido gênero de linguagem que tanto falo.
     Estes foram cinco dos grandes “monstros em casas” mais famosos do cinema. Formato que rende ótimos e também péssimos filmes, por conta de muita repetição sem criatividade. Mas se dermos uma boa peneirada, encontramos grandes clássicos como estes que listei.   
      
      Por: Leandro Monteiro

Homens de Preto 3

Se você ta de bobeira em casa e na duvida de ir assistir o terceiro filme da franquia MIB, no cinema, só digo uma coisa, vale a pena. O filme serve como um neuralizador, te fazendo esquecer o segundo filme, que nada mais é do que um filminho com efeitos especiais, esquecendo-se do primeiro que é uma ótima mistura de ficção cientifica, ação e humor.

Depois que de escapar da prisão lunar da MIB, Boris, o Animal volta no tempo para se vingar do responsável por deixa-lo 40 anos preso e impedir que sua raça seja extinta. Diante da situação, o Agente J tem a missão de voltar no tempo e salvar seu parceiro.

Como eu disse antes, vale a pena conferir Homens de preto 3. Ele não é melhor do que o primeiro, nem tenta ser pra falar a verdade, o filme nada mais é do que uma sincera e divertida continuação da franquia. Apesar de ter tido problemas com a produção do roteiro, que dizem ter sido finalizado no decorrer das filmagens, até que a trama se desenvolve bem e termina com um final fechado e sentimental.

Contamos com a presença de um ótimo elenco, com nomes como Michael Stuhlbarg, responsável pelo alienígena Griffin, que ajuda no desenvolvimento da trama, explicando um pouco sobre as viagens no tempo (nada que não tenhamos visto antes) e o que acontece ao mudar o passado.  Também contamos com o impecável trabalho de Josh Brolin que faz o jovem agente K, sem causar nenhum desconforto.
Tenho que elogiar também o ambiente retrô anos 60, que ajuda bastante com as piadas, por conta da época. Sem contar os alienígenas que foram criados a partir da imagem que tinham naquele tempo.

Pode sair de casa sem medo, talvez você não saia do cinema pulando e passe semanas rindo das piadas, mas vale a pena levar a família e dar uma conferida.

Um Homem com uma Câmera (Chelovek s kino-apparatom 1929)


Gênero: Documentário 

Direção: Dziga Vertov
País de Origem: União Soviética
Duração: 80 minutos 



















O cineasta Dziga Vertov viaja com sua câmera documentando cenas da União Soviética no começo do século 20, mostrando a intimidade e cotidiano dos cidadãos.


Se você pretende fazer algum curso de cinema, pode ir se preparando para assistir esse filme inúmeras vezes. Digo isso por experiência própria. O vi na matéria de edição, linguagem e história do cinema, mas só agora pude assistir a obra cinematográfica do começo ao fim.

Embora seja um documentário totalmente artístico e antigo, em nenhum momento o filme se tornou cansativo para mim. Digo isso por que a maioria das pessoas não tem paciência para filmes antigos, no máximo assistem a algum filme do Charlie Chaplim, imagine um documentário totalmente fora dos padrões comerciais de hoje em dia. Não posso culpa-las, confesso que eu mesmo já pelejei muito para não cair no sono diante de um filme dessa época e de diretores consagrados, isso não é coisa de quem não entende de cinema, ninguém é obrigado a gostar de um filme porque é um clássico, basta que você o assista para julgar e o entenda. Por esse motivo achei que ficaria um pouco impaciente quando tivesse assistindo, mas me enganei feio. Do começo ao fim fiquei com os olhos arregalados observando cada detalhe do filme e imaginando de onde surgiram todas essas ideias malucas de maneiras diferentes de filmar, brincando com a metalinguagem, efeitos de corte, câmera lenta, câmera na mão e varias outras técnicas pouca vistas e nunca vistas até então. Claro que o perfeito encaixe da trilha sonora ajudou bastante para que eu não saísse do ritmo do filme.

Chelovek s kino-apparatom não só é referencia até hoje para quem quer seguir a carreira de cinema (qualquer que seja a função), como deixa muita gente famosa dando vergonha com seus filmes caros com planos de novela.

Piratas Pirados

The Pirates! Band of Misfits

Gênero: Animação


Direção: Jeff Newitt, Peter Lord

Roteiro: Gideon DefoeProdutores:David Sproxton, Julie Lockhart, 
Peter Lord

Elenco: Hugh Grant, Martin Freeman, David Tennant, Salma 
Hayek, Jeremy Piven, Imelda Staunton…

País de Origem: Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte

Duração: 88 minutos





A nova animação da Aardman, estúdio responsável por filmes como “Fuga das Galinhas” e “Por Água Abaixo” é bastante divertido, mas não cativante o bastante para ficar na mente após sair do cinema.

O filme conta a estória do Capitão Pirata e sua tripulação que em um navio caindo aos pedaços, são motivo de piada entre os outros piratas, ficando assim cada vez mais longe do tão sonhado prêmio de pirata do ano.

Somos apresentados a vários personagens bacanas, começando pelo capitão, passando pela rainha e chegando até o macaco das experiências de Charles Darwin que rouba toda a cena com suas plaquinhas. Os piratas são muito divertidos e o filme é capaz de fazer rir toda a família, mas não causa um impacto tão grande depois disso. O filme não decepciona, mas não fica na memória como prometia, já que o estúdio é um dos mais importantes do meio da animação.

Falando em animação, tecnicamente o filme é impecável. O velho cenário e os bonecos de massinha que todo mundo gosta, com direito a computação gráfica em algumas partes é sensacional. O que faltou foi um pouco mais de cuidado no desenvolvimento da historia, certos momentos pareciam ser concluídos para simplesmente acabar o filme logo. Me diverti bastante no cinema, mas queria ter a mesma imagem dos piratas pirados assim como tenho das galinhas tentando fugir de um galinheiro que mais parecia um campo de concentração.








Por: Leandro Monteiro

O Gigante de Ferro

Faz bastante tempo que não paro para assistir a sessão da tarde, a famosa sessão que faz parte da infância de muita gente, inclusive da minha. Como todo mundo já percebeu, os tempos mudaram e o nosso querido passatempo da tarde foi invadido por animais falantes e esportistas, mas que uma vez ou outra passa algo bacana. Foi o que aconteceu nos últimos dias quando foi transmitido “O Gigante de ferro”.
Hogarth Hughes é um garoto que foi criado pela mãe viúva que embora seja solitário, tem energia de sobra e está sempre à procura de amigos (de qualquer espécie). Em uma de suas aventuras Hughes acaba conhecendo um robô alienígena que logo vira seu melhor amigo.

O Gigante de Ferro é o primeiro trabalho de Brad Bird, hoje conhecido por trabalhar na Pixar com Ratatouille e também pelo ultimo “missão impossível”(que para mim é um dos melhores da franquia). O roteiro do filme é bastante simples, mas surpreendentemente fantástico, capaz de fazer marmanjos caírem nas lágrimas, como já é de costume hoje com os filmes da Pixar. A animação traz lições de vida que nenhum macaco jogador de basquete pode ensinar.  Assisti ao filme ainda criança e pude ver agora com um olhar mais crítico o quão bom ele realmente é. Consegui assistir ao filme com a mesma sensação de quase 10 anos atrás quando vi pela primeira enquanto procurava alguma coisa bacana na TV.

Queria que tivessem mais filmes como esse no horário nobre, e que os pais deixassem de subestimar seus filhos e o que ele assisti na televisão. Se tivéssemos mais filmes como este do que cachorros falantes, talvez tivéssemos um Brasil um pouquinho mais educado.